Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que saneamento inadequado mata uma criança a cada 20 segundos.
Iara Luchiari, Rádio ONU em Nova York*.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu em Nova York as comemorações do Dia Mundial da Água, marcado em 22 de março.
O tema da mensagem de Ban neste ano é "Saneamento é Importante".
De acordo com ele, uma criança morre a cada 20 segundos por condições inadequadas de saneamento.
Metas do Milênio
Ao todo, cerca de 2,6 bilhões de pessoas, no mundo, vivem sem saneamento básico. E 1,5 bilhão não tem acesso à água potável.
Na mensagem, Ban lembrou que acesso à água e ao saneamento é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma proposta da ONU para erradicação ou redução de males sociais até 2015.
A ONU também declarou 2008, Ano Internacional do Saneamento Básico.
Segundo Ban, os avanços para se alcançar a meta têm sido dificultados pela pobreza, pela falta de mais investimento, e principalmente do que ele chamou de vontade política.
Desperdício
No Brasil, um dos maiores desafios continua sendo o fornecimento de água tratada, como explicou à Rádio ONU, de Brasília, o diretor da Agência Nacional de Águas, Benedito Braga.
"No Brasil, nós temos um atendimento à polulação urbana de 90% de água tratada. A população urbana brasileira, somente 10 % da população não têm acesso à água. No meio rural, este número cai para 70% de atendimento", disse.
Braga também disse que a água não durará para sempre e por isso não deve ser desperdiçada.
África Subsaarina
"Em geral há esta noção de que existe água sobrando, que não é um recurso importante, mas nós temos que nos conscientizar da importância de usar este recurso de forma eficiente. A nossa expectativa é conscientizar as pessoas para o uso racional da água", disse.
A situação mais grave sobre fornecimento de água e saneamento continua ocorrendo nos países da África Subsaariana.
Segundo Ban, estudos revelam que, no ritmo atual, a região só alcançaria a meta em 2076, com mais de 60 anos de atraso pela proposta da ONU.
*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.